Cursos e palestras sobre uso de agrotóxicos e EPIs nos perímetros irrigados.
Foto: Ascom/Cohidro

Faz parte do serviço de assistência técnica – aos agricultores irrigantes pela Cohidro – o trabalho de avaliação fitossanitária das plantações nos lotes irrigados. A partir disso, caso seja necessário a aplicação de defensivos agrícolas para tratar alguma praga ou doença, os engenheiros agrônomos e técnicos agrícolas da Companhia estão capacitados à prescreverem a receita agronômica que, da mesma forma que acontece com os remédios indicados pela receita de uma médico, autoriza o produtor adquirir os agroquímicos nas lojas agropecuárias.

O processo do receituário agronômico consiste não só na indicação do produto correto para usar no problema diagnosticado na lavoura. Usando um formulário padrão, fornecido pelo Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea), o técnico também prescreve toda orientação necessária para a aplicação, desde a dosagem a ser usada, passando pelo o período que leva para uma próxima aplicação, o tempo de carência antes da colheita e também os equipamentos de proteção individual (EPIs) que o aplicador deve usar.

Todo este cuidado consiste na preocupação de evitar a auto-prescrição de defensivos, que acaba por acarretar no uso inadequado, em excesso e em períodos impróprios, além da falta do EPI. Tudo isso que acarreta em prejuízo à qualidade do alimento que pode ser contaminado, acarretando problemas de saúde de quem o consumir, além de prejudicar a saúde de quem trabalha ou vive próximo da lavoura, sem falar do meio ambiente, que pode ser contaminado quando o agroquímico é usado da forma errada.

 

Classe toxicológica

Outra preocupação dos técnicos da Cohidro, quando é necessário prescrever defensivos químicos, é indicar o uso de produtos com o menor grau de toxidade e dano ao meio ambiente possível. Para tal, sempre é recomendado – pelos nossos técnicos – os produtos menos agressivos, usando a tabela criada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e que obrigatoriamente deve constar nos rótulos dos produtos fabricados no Brasil. Ela divide, por cores, os produtos em quatro classes, segundo a sua toxidade.

 

Cartilha educativa
O engenheiro agrônomo Remi Bastos, da Cohidro, a partir de suas visitas constantes aos perímetros e coletando amostragens, identificou as pragas e doenças de importância econômica e com base no princípio do receituário agronômico. Surgiu daí a cartilha “Racionalização do Uso de Agrotóxicos”, publicada pela Cohidro em 2011.

Além de determinar níveis seguros de dosagens e regularidade de aplicação, a cartilha dispõe de uma lista de produtos no mercado, recomendados no controle das principais pragas e doenças que afligem as olerícolas e fruteiras tropicais nos perímetros irrigados assistidos pela Cohidro, dando preferência àqueles agrotóxicos que apresentem o menor grau de toxidade, com o objetivo de diminuir o impacto gerado por cada um desses produtos.

 

Baixe aqui a Cartilha de Racionalização de Agrotóxicos

 

Agroecologia

Embora exista todo este trabalho de conscientização no uso dos defensivos, a Cohidro também mantém um esforço paralelo que visa convencer os agricultores a adesão aos métodos agroecológicos de produção. Seja para diminuir os riscos para quem trabalha e consome estres produtos, ou visando uma produção adaptada e dentro dos parâmetros técnicos para produzir alimentos genuinamente orgânicos.

 

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