Povoado Meia Légua em Boquim tem poço reformado pela Cohidro

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A população do Povoado Meia Légua, no município de Boquim, comemora a regularização do fornecimento de água em suas casas, depois da intervenção da Companhia de Desenvolvimento de Recursos Hídricos e Irrigação de Sergipe (Cohidro), que reformou o sistema de bombeamento do poço que abastece a localidade de cerca de 1,4 mil habitantes. Foram investidos, com recursos do Governo do Estado, R$ 6.399,11, para instalação de nova bomba que resolveu o problema que impedia o fornecimento regular, depois que o equipamento anterior quebrou, em janeiro passado.

Além da bomba, a Divisão de Instalação e Manutenção de Poços (Dipoços) da Cohidro, substituiu tubulações, conexões, quadro de comando e fiação elétrica do sistema de bombeamento que abastece a caixa d’água de 32 mil litros e redistribui a água para as 179 casas do povoado. O poço, perfurado também pela Cohidro em 1999, tem 57 metros de profundidade e vazão de bombeamento de 9 mil litros por hora. Segundo o chefe da Dipoços, Roberto Wagner, o serviço tanto regularizou o abastecimento como dobrou a capacidade do sistema hidráulico.

“Entre as primeiras tentativas, da associação de moradores e depois de nossa intervenção, foram testadas outras cinco bombas, até que conseguimos determinar a que mais se enquadra à necessidade do Povoado, que agora tem água encanada nas casas dia sim, dia não. A nova bomba possibilitou que passasse de seis para três horas o tempo que levava para encher o reservatório de 32 mil litros, o que garante perfeitamente atender a população”, explicou Roberto Wagner.

Quem procurou o auxílio técnico da Cohidro foi a Associação de Desenvolvimento Comunitário do Povoado Meia Légua, que também é a responsável pela administração e funcionamento do sistema de abastecimento de água, arcando com os custos operacionais – como a da eletricidade que gera a bomba d’água – a partir da contribuição financeira dos moradores. O presidente da Entidade, Cerisvaldo Cruz Santos, conta que enquanto o problema da bomba não foi resolvido, enfrentou dificuldades ao lidar com a população.

“Quando íamos cobrar a contribuição dos moradores, eles se queixavam muito do abastecimento que estava irregular e muitos se negavam a pagar. A ajuda da Cohidro foi muito satisfatória, só tenho a agradecer a Roberto Wagner e ao diretor Paulo Sobral por este auxílio. Desde que o sistema de distribuição foi instalado, em 2001, não tínhamos esta capacidade de bombeamento que nos permitia atender a todos, com água na porta, revezando em 3 ruas em um dia e outras 3 no outro. E com a caixa enchendo mais rápido, a água tem força para chegar até os locais mais altos do povoado”, relatou o líder comunitário Cerisvaldo Cruz.

Em 2011, o Governo do Estado ampliou a rede de distribuição em mais 6 mil metros de tubulações, para permitir que todas as casas do povoado fossem atendidas. Isso explica o porquê da intervenção da Cohidro ter melhorado o abastecimento que existia antes do problema na bomba do poço acontecer. Maria do Carmo Cesar Santos é uma das moradoras deste setor beneficiado, antes com a ampliação e agora com a mudança da bomba. Sua casa que fica numa das partes mais altas, na entrada do Povoado, agora recebe água nos dias certos e com força para abastecer sua caixa d’água.

“Todo dia chega água bem. A água chega na caixa que fica encima do banheiro e dá para encher a outra caixa maior aqui no fundo de casa. Uso a água para todo tipo de consumo da casa, fiquei bem contente com o resultado, agora sei que não vai mais faltar água aqui”, conta Maria do Carmo que, junto da família, vive do cultivo da laranja, plantadas em 11 tarefas junto à residência.

Ana Luiza de Jesus Santos Gonçalves é merendeira na Escola Municipal Carivaldo Oliveira Rodrigues. Durante o problema que prejudicou o abastecimento no Meia Légua, por morar na área mais central, não teve muita dificuldade, até por ter um chafariz próximo de casa, mas se solidariza pelos moradores mais afastados. “Para outros foi mais difícil, pois era mais longe daqui e muitos tiveram que pagar carroça pra levar água até suas casas”, contou a moradora que utiliza da água da rede de distribuição para todas as tarefas da casa, onde vive com o marido e dois filhos.

Prefeito de Boquim, Jean Carlos Nascimento Ferreira elogiou o trabalho desenvolvido pela Companhia em seu município. “Quero agradecer esta parceria com o Governo do Estado, através da Cohidro, na comunidade Meia Légua, pois a Cohidro acompanhou o problema e nunca se negou a atender a comunidade. Sinto satisfação de a Cohidro não ter desistido e ter encontrado a bomba certa para dar a vazão necessária ao poço. Agora a gente vê lá a satisfação das pessoas depois desta realização”, relatou, fazendo também o seu agradecimento à atuação do presidente da Associação Cerisvaldo Cruz.

O Presidente da Cohidro, Mardoqueu Bodano, considera de fundamental importância este trabalho, desenvolvido pela Companhia, de recuperar os poços comunitários perfurados pela Empresa ou por outros órgãos. “Sempre recebemos estas solicitações de associações de moradores e de prefeitos, para irmos dar atenção a estes poços situados em localidades rurais. Sejam os nossos, alguns perfurados há quase 30 anos, ou não, disponibilizamos nossas equipes para resolver o problema e reestabelecer a oferta de água, ora com recursos próprios, ou a partir de convênios com prefeituras, como o feito com a Petrobrás recentemente”, expõe.

Paulo Henrique Sobral, diretor de Infraestrutura da Cohidro, lembra do convênio com a Petrobras, que vem para reforçar o empenho da Empresa em iniciativas, desenvolvidas com recursos próprios, como a do Povoado Meia Légua. “Estamos recuperando 16 poços, em 11 municípios sergipanos e devolvendo o abastecimento de água para 10.150 pessoas. Em Porto da Folha, já foram entregues os poços dos povoados Pedro Leão, Bela Aurora e Assentamento Paulo Freire. Em Canindé, também está pronta a recuperação do poço do Assentamento Baixa Verde. A Petrobras custeou os serviços, nestes 16 poços, com o montante de R$ 402.111,38”, explica.

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