Perímetro Jacarecida I da Cohidro é líder na produção de Batata-doce

A Roxa-branca é das variedades mais comuns no Jacarecica I

De janeiro até maio, tem produtor colhendo Batata-doce no Jacarecica I, que é o perímetro irrigado que mais produz dentre os administrados pela Companhia de Desenvolvimento de Recursos Hídricos e Irrigação de Sergipe (Cohidro). Em 2015, foram quase quatro mil toneladas (ton) do alimento, ocupando 198 hectares (ha) dos 251 da área total irrigada. Localizado no município de Itabaiana, no Pólo Irrigado os agricultores agora se aproveitam da alta no preço para produzir mais o tubérculo, incrementando os tratos culturais e atingindo produtividades de até 34ton/ha.

Os tratos culturais da Batata-doce são mais simples do que em outras culturas e a ausência de doenças, que prejudiquem seu desenvolvimento, facilitam ainda mais o manejo do produto. Esses fatores incidem na redução do custo de produção, incluindo o de mão de obra, o que incentiva a preferencia de praticamente todos os 126 agricultores irrigantes do Jacarecica I pelo cultivo. Luiz Joaquim de Oliveira é um deles. Nascido na região, há 30 anos trabalha no seu lote de 2ha no Perímetro, onde cultiva as variedades Roxa-branca, a Branca e a Paulistinha.

“É uma plantação isenta de pragas e doenças, o preço que agora está em alta e ela não é exigente em mão de obra, como em outras cultas. Nos tratos culturais, duas pessoas dão conta de minha área, só contrato mais quando é para a colheita. Não tem que pelejar com tóxico, como em outras culturas e isso ninguém quer mais fazer não”, justificou Luiz Joaquim. Sua plantação do tubérculo constantemente ocupa 1ha do seu lote. Quanto não está plantada a Batata-doce, tem Coentro, outra das preferências do Jacarecica I, Milho ou quiabo, todas como cultura de rotação.

Gerente do Perímetro, Osvaldo Nunez da Cruz considera Joaquim de Oliveira um dos mais bem-sucedidos produtores da Batata-doce no Jacarecica I. “Ele colhe entre 50 e 60 sacos, o que equivale a 2ton porcada tira de 0,08ha, alcançando uma produtividade de 24ton/ha. Ele, como os demais produtores, tanto escolheram essa planta pela maior facilidade para cultivar, mas também pelo mercado promissor. Tem bastante procura pelos feirantes e intermediários que chegam a pagar para o agricultor o preço de R$ 1,25 por quilo do produto”, considerou.

Alta produtividade

No lote do produtor irrigante José Benício de Mendonça são 1,5ha dedicados à Batata-doce, a produtividade da variedade Roxa-branca atingiu um patamar considerado acima da média, com a marca de 34ton/ha. Para o Técnico em Agropecuária da Cohidro, José Givaldo Oliveira, este resultado não poderia vir em momento melhor para o agricultor. Para ele, responsável pela assistência técnica nesta área do Jacarecia I, o momento é propício com a melhora no valor de venda e isso anima, aumenta a dedicação de quem cultiva a Batata-doce.

“O resultado da produção de José Benício superou as expectativas da região. O ótimo preço da Batata-doce no comércio faz com que as áreas dedicadas para o produto aumentem e os produtores passem a investir mais em insumos de melhor qualidade, com melhor adubação, melhores equipamentos de irrigação e mão de obra mais constante e qualificada”, comemorou o técnico José Givaldo. Ele explica ainda que as variedades mais comuns são a Roxa-branca e a Branca, justamente pela produtividade e pela precocidade, propiciando a colheita em três meses depois de plantada.

Mardoqueu Bodano, presidente da Cohidro, acompanha o cultivo da Batata-doce e informa que outros perímetros irrigados da Companhia como a Ribeira em Itabaiana, o Jacarecica II, em Malhador e Riachuelo e ainda o Piauí, em Lagarto, são grandes produtores do tubérculo e só têm aumentando sua produção, motivados pelo bom preço e oferta da irrigação. “É um produto considerado altamente nutritivo e podendo ser alimento para todo tipo de pessoa. É fonte de energia, minerais e vitaminas, por isso ultimamente está sendo muito requerido nas dietas para perda de peso e para quem frequenta academias de ginástica”, disse.

Batata-doce Ourinho

Catalogada por pesquisadores como uma variedade legitimamente sergipana, a Barata-doce Ourinho ocupa um patamar de destaque e é considerada de qualidade superior em comparação aos outros tipos cultivados. A Ourinho é preferida para aplicação em receitas culinárias em diversas partes do Brasil e até internacionais, devido sua coloração mais amarelada que as demais. Mas por ser de colheita mais tardia, quatro meses, ela acaba por ser preterida pelos agricultores. O que não é o caso do agricultor irrigante do Jacarecica I, José Hunaldo Oliveira de Goes, que na colheita, feita neste início do ano, teve boa rentabilidade com a cultivar.

Para o técnico José Givaldo a produção da Ourinho, por não ser comercial na região, superou as expectativas de produção na área de José Hunaldo. “Com um produto de ótima qualidade, o resultado foi ótimo para o Produtor, ainda mais com o ótimo preço praticado na hora de vender esta variedade. A produtividade de 25ton/ha, teve fruto no fato do Agricultor seguir corretamente as orientações técnicas, assim como adubação, manejo de irrigação e tratos culturais”, revelou o Servidor da Cohidro.

Diretor de irrigação de Desenvolvimento Agrícola da Cohidro, João Quintiliano da Fonseca Neto explica que foram colhidas, ato todo, 9.108 quilos de Batata-doce nos perímetros da Companhia em 2015. “As maiores produtividades do tubérculo são encontradas aonde existe irrigação e por isso é um dos cultivos mais escolhidos para utilizar da irrigação oferecida pelo Governo de Estado. Pela facilidade de plantio, pela reduzida utilização de insumos comerciais e de mão de obra, se torna um ótimo investimento, de baixo custo e de retorno rápido para o irrigante”, concluiu.

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