Foto: Ascom/Cohidro

Até o início da década de 80 o Estado de Sergipe, nesse segmento, contava apenas com a atuação do DNOCS e da CONESP (subsidiária da SUDENE) para promover o abastecimento d’água das pequenas comunidades do agreste e do sertão sergipano.

Em meados de 1983, época da criação da COHIDRO – Companhia de Desenvolvimento de Recursos Hídricos e Irrigação de Sergipe – “contavam-se nos dedos” os sistemas singelos de abastecimento que estavam em operação.

Com o frenético início de suas atividades, a população rural sergipana foi, pouco a pouco, se acostumando com a presença marcante das perfuratrizes e viaturas da COHIDRO, que circulavam em todos os recantos do estado. Eram quatro perfuratrizes herdadas da COMASE, logo acrescidas mais cinco novas perfuratrizes e compressores.

Como a demanda nessa área era muito grande, foram contratados outros equipamentos, que, somados aos nossos chegaram a totalizar vinte e três perfuratrizes operando simultaneamente.

As perfurações de poços que se sucediam, e a concomitante construção e instalação dos sistemas singelos de abastecimento, foram se multiplicando, matando a sede de milhares de sergipanos, contribuindo, sobremaneira, com a inconstante diminuição da taxa de mortalidade infantil.

Seu primeiro poço perfurado, o n° 01, é o Povoado Estreito, no município de Itabaiana, com 54 metros de profundidade e uma vazão horária de 5.955 litros d’água de boa qualidade.

Cata-vento instalado anexo à bebedouro para o gado

Em Aracaju encontramos, em exposição no Parque da Cidade, o catavento que foi instalado no primeiro poço lá escavado, o n º298, que vem a ser o terceiro poço perfurado pela COHIDRO em nossa capital.

Hoje, se registra a perfuração de 3.259 poços, acumulando 193.370, metros perfurados, com uma produção de 16.610.960 litros por hora.

Ao longo desses quase 25 anos de atividades, são muitos os trabalhos acumulados por seus dedicados vibrantes funcionários, que continuam a perseguir os objetivos maiores da existência da COHIDRO, promovendo o bem estar da coletividade.

Essas ações, hoje são utilizada não apenas para o abastecimento humano, mas também na irrigação, aqüicultura, piscicultura e dessedentação animal. Assim, levou-se ao trabalhador do campo uma melhor condição de vida evitando o êxodo rural e reduzindo inclusive, a mortalidade infantil provocadas por doenças de veiculação hídrica. O que fez o Estado de Sergipe receber um prêmio da UNICEF, produzindo modificações saudáveis nos hábitos higiênicos e sanitários das famílias atendidas por esses sistemas, traduzindo-se em melhor qualidade de vida dos sergipanos.