Cohidro adota medidas de racionamento de água no Jacarecica I

Gerente do Jacarecica I, Osvaldo Nunez, produtores e o Agrônomo Paulo Feitosa

Nesta quinta-feira, 22, estiveram reunidos em Itabaiana, a Diretoria de Irrigação e Desenvolvimento Agrícola (Dirir) da Cohidro (Companhia de Desenvolvimento de Recursos Hídricos e irrigação de Sergipe), assessor técnico da Dirir, gerente e técnicos agrícolas do Perímetro Irrigado Jacarecica I, presidente da Associação do Produtores do Perímetro e agricultores irrigantes. No encontro foram definidas as ações possíveis para manter apta, ao fornecimento de água para irrigação, a barragem do polo produtivo, que se encontra em nível abaixo do esperado para o período, devido à falta de chuvas, com redução do turno normal de fornecimento de água e de 20% da área irrigada, pretendendo-se com isso estender o volume útil do reservatório até 2017.

A Barragem Jacarecica I fornece água para irrigação de 252 hectares (ha) e a COHIDRO presta assistência técnica a 126 lotes familiares, que só em 2015 produziram 6.907 toneladas de alimentos que, em valores corrigidos (IGP-M/FGV), injetaram mais de R$ 11 milhões na economia itabaianense. Tendo como principal produto explorado a batata-doce (2.200 toneladas colhidas de janeiro a abril deste ano). Coma as medidas de racionamento de água adotadas na última semana, esta extensão de terra atendida pela irrigação cai para 200 ha. Segundo o Engenheiro Agrônomo da Dirir, Antônio Paulo Feitosa, esta ainda não foi a principal ação tomada para conter o desabastecimento do Perímetro.

“Jacarecica I tem tido um rebaixamento muito grande e mesmo considerando que a área irrigada em torno de 200 ha, hoje, com essa carência de água só tem condições de irrigar até dezembro. A partir disso praticamente a barragem não tem mais água suficiente para fazer a irrigação, caso não haja uma recarga da barragem, que só pode ocorrer com chuvas relevantes. Diante disso, estamos fazendo um trabalho de racionamento a partir dessa semana, diminuindo o turno de rega em mais uma hora/dia a menos de operação, de nove vai passar a operar oito horas por dia”, salientou Paulo Feitosa, informando ainda que a irrigação ocorre todos os dias, exceto aos domingos.

José Carlos Felizola Filho, diretor-presidente da Cohidro, adverte aos agricultores o uso consciente da água para irrigação, já que esta é a segunda vez, neste ano, que e faz necessária a redução do turno de irrigação. “No início do ano eram 11 horas e como já se anunciava um ano com poucas chances de recuperar o nível da barragem, de pouca chuva, foi reduzido para nove. Agora mais uma hora foi tirada do tempo de operação. O irrigante tem também que fazer a parte dele e evitar, a todo custo, o desperdício com vazamentos. Ao sinal de um cano quebrado, consertar imediatamente. Se presenciar o rompimento de uma adutora do próprio Perímetro, corra para avisar a gerencia do Jacarecica I. Essa água perdida pode fazer muita falta na sua lavoura”, aconselha.

Diretor de Irrigação, João Quintiliano da Fonseca Neto reforça que outra medida a se tomar cuidado com o uso da aspersão semi fixa, onde se faz necessária a movimentação do sistema de irrigação. “Ao desligar a água e desconectar os canos, para trocar de lugar na lavoura, se desperdiça em torno de 15% da água necessária para irrigar um lote. Estamos alertando o produtor para isso, que ele tem que investir em sistemas que não seja necessária a mudança de tubulação,ou seja, sistemas fixos. A microaspersão, além de ser um investimento mais econômico para cobrir toda área irrigada, se revela um método mais econômico com relação a otimização do uso da água, diminuição de mão de obra e redução de custos com insumos”, explicou.

A microaspersão faz parte do projeto de modernização dos perímetros irrigados Jacarecica I e da Ribeira, ambos da Cohidro e abrangendo tanto os municípios de Itabaiana e Areia Branca. Faz parte do programa Águas de Sergipe, de preservação e racionalização dos recursos hídricos da Bacia do Rio Sergipe. Financiado pelo Banco Mundial, todo sistema de irrigação dos lotes dos dois polos agrícolas será substituído pelo método mais eficiente e econômico. “Além disso, o sistema de bombeamento e irrigação dos lotes será automatizado e o turno de irrigação será fixado para funcionar de nove horas da noite até seis da amanhã do dia seguinte, período de menor tarifação elétrica e menor incidência de evaporação pelo sol. O Programa, que pretende injetar R$ 33 milhões na irrigação pública fornecida pelo Estado, está em fase final da licitação para compra de equipamentos e obras de adaptação de infraestrutura”, completou João Quintiliano.

Compartilhe
Share on FacebookShare on Google+Tweet about this on Twitter